Acceptance

I’m afraid of being who I am.

I’m afraid that the day I show my true colors people will reject me.

I want to paint my hair pink and tattoo a chamomile flower on my wrist because it’ll help me remember life’s beautiful and anxiety is  smaller than me.

I want to lose myself on the streets I choose freely without caring about who I might encounter. I want to no longer be obliged to give explanations or be afraid of misunderstandings.

I’ve always lived as if I wasn’t allowed to make mistakes. But I am. I am human, I fail. The people who judge me do it too.

If they are no gods, who are they to tell me what to do?

They tell me to toss my mask, they say I’m a fake. However once I do it, will they deal with the beast inside me? How are they supposed to understand it when I, the one who’s slept with it every night, have never been really able to?

Maybe this beast isn’t a monster, maybe it’s not even bad.

What if it’s in reality my natural state? I need to release it if that’s the case.

Won’t you let me live? I don’t remember having to ask permission in order to breathe.

If I say I’ll pay the price, will you finally let me go?

I’m packing my things, you giving me a yes or a no.

Dot by dot

I bleed black and blue
I’ve got a rose garden on my chest
Crimson flowers growing on a cotton white dress

There’s a river on my left arm
I can’t contain its course
I’ll show you mine, you show me yours

Dot by dot
Dot by dot
Dot by dot
Drop by drop
Time’s still just passing by

Tick tock
Tick tock
Time’s been cursing me since day one
Every second that passes
Is another bit of sand inside my mouth

I can’t breathe
Time drowns me instead of heal

There’re too many monsters inside my head
I can’t even count all of them
They run and run
Wild like the animals they are
It hurts having to carry them all at the same time

People keep pushing me
They say it’s motivation
They say it’ll be worth the while
Honestly, it only feels like an unfair fight

I just want to shout
To the ocean
To the skies
Scream until my lungs make no more sound

I’m driving crazy for playing a game I wasn’t taught the rules
They throw the dices
They’re watching me
They still dictate my every moves

I’ve already learnt:
If you want to escape
You must break everything apart
So burn me like paper
Toss me like trash

I want to feel that way again
Can you make me feel alive again?

Put flames on my skin
Breath in my lungs
I’m gasping for air
I’m aching for you

Give me more than this saddening routine
You can cause me pain
As long as it brings me life
Let’s make a deal
Make worth it every second of my fall

Bilhete

Para quem interessar ler isso:

As coisas mudaram. Para melhor, para pior? Mudaram.

Fui parar aqui nesse.. lugar.

E nessa estrada, nesse processo, tenho que deixar pelo caminho algumas coisas que talvez não me pertençam mais. Ideias concretas, verdades aparentemente bem alicerçadas, características, manias, rotinas.

Não escolhi ao certo meu rumo, e se surgir uma bifurcação agora talvez eu não saiba qual caminho seguir.

Não escolhi nem essa estrada na qual encontro meus pés. Na verdade, sinto como se tivesse sido arrancada do meu lugar e jogada no meio do caminho. Talvez isso possa se chamado de sair da zona de conforto?

Eu sei, não escolhi quase nada ainda, mas escolhi continuar caminhando: aos tropeços, perdas de referência e muitos, muitos joelhos ralados.

Continuando. Vivendo. Caminhando.

Espero que isso não te soe como abandono. Eu vou, mas quem sabe logo eu já volto?

É minha hora de buscar, experimentar, sentir tudo aquilo que ainda não fui atrás por não saber que precisava. Tô me perdendo pra me achar. De novo.

Fui correr atrás de mim.

Mas já volto.

Vai ficar tudo bem, mesmo que você não consiga enxergar isso no momento

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Tem vezes que tudo parece uma merda, tudo mesmo: família, trabalho, finanças, saúde, estudos, relacionamentos… E tem vezes que é “só” uma (ou algumas) delas, mas não tem jeito, já é suficiente para estragar todo o resto. Estragar, te deixar bolado, te impedir de ver as coisas numa outra perspectiva, sei lá. Nessas horas dá para identificar o ponto específico em que você foi atingido e trabalhar na medida do possível para amenizar a situação nem que seja trabalhando com o que você tem aí dentro de você.

Mas e quando você não sabe a causa dessa tristeza?

É difícil lidar com demônios cujos nomes não sabemos.

O importante é saber que eles têm nome sim, e eles não precisam ser visíveis ou palpáveis para serem reais. Nunca deixe que te façam acreditar que seus problemas não são importantes o suficiente para receberem atenção. E olha: tem uma grande diferença entre isso e se fazer de vítima. Quem se vitimiza não tenta resolver o problema, fica sentado no meio do caminho abordando quem passa até achar alguém que cai. Quem se faz de vítima acaba levando os outros juntos, foca na atenção que vai receber dos outros ao invés de procurar uma solução para o problema em si, e ele pode ser simplesmente (e às vezes, dolorosamente) aprender a lidar.

É necessário pedir ajuda, se cercar de gente de confiança, essas vozes que te sussurram (muitas vezes na calada da noite) que é melhor ficar quieto para não incomodar ninguém não poderiam estar mais erradas. Às vezes elas também podem aparecer falando que vai passar se você deixar quieto, mas esse monstro só vai crescendo e ficando cada vez mais forte? Não. Dê. Ouvidos. A. Elas.

Permita-se o tempo necessário para curar, às vezes sentar um pouco, dar uns passos para trás, são partes necessárias de um processo que vai te levar muito mais longe. Tudo bem demonstrar fraqueza de vez em quando, tudo bem ser humano.

E como o título já diz, vai ficar tudo bem, mesmo que você não consiga enxergar isso no momento.

pray

maybe it’s me, maybe it’s you.
whose fault this time?

this is a bad world, darling, a very big bad world.
and everybody keeps saying you’re just trying to make things right
they say you’re solving everything
they say those things take time
how can you say everything is going to be alright?

they say: have patience
the same tongues that accuse me of not trying hard enough

the one to pull the trigger
the one who pushed me into the hole
that one was you, dear
that one was you

how can they say it’s unconditional love?

Vive

Eu achava que quando conseguisse certas coisas na vida, seria mais feliz. Não que eu não fosse, mas acontece que quando eu pensava numa “dream life”, as realizações pessoais sempre faziam parte do pacote. Não mesmo. Hoje eu vejo que esse estilo de vida tão almejado em que você faz o que te preenche, está mais ligado com a forma como encaramos a vida do que com as conquistas em si.

As vitórias na vida podem muito bem vir a moldar e dar forma ao nosso tão sonhado “futuro eu”: uma carreira bem sucedida e estável, com aquele emprego dos sonhos (que seja a sua definição de sucesso, não a dos outros), uma família feliz, cheio de saúde, com relacionamentos saudáveis e construtivos, viajado, cheio de amigos, com um network de dar inveja, fluente em oito línguas e ainda por cima com tempo para fazer aquele hobby que só você vê sentido (fala que pelo menos alguma dessas coisas já foi/é uma meta, por favor), mas não é tudo. A sensação de euforia, prazer (às vezes, alívio) e o gostinho da vitória passam e tudo o que resta é lembrança. E depois disso, como lidar com aquela sensação de ressaca de quando certos acontecimentos já não trazem a mesma alegria de antes?

“É hora de correr atrás de uma nova conquista, um novo sonho.” É isso mesmo?

Sonhos são importantes, evitam que fiquemos parados ou pior, andemos para trás. Mas eu venho me perguntando: se eu tivesse tudo o que idealizo, eu seria mais feliz?

Se você tivesse cada uma das coisas da sua lista de sonhos e desejos, você seria mais feliz?

A solução é ficar correndo sempre atrás de algo novo e nunca olhar para trás? Qual o problema de olhar para trás, eu passei a me perguntar. Ninguém deveria ficar dando passos para trás, se escondendo atrás do passado, mas quem nunca precisou dar uma visita no seu antigo eu para se (re)descobrir? A vida é dura sim, cruel às vezes. Cada passo dado é a certeza da existência de mil outros ainda a serem caminhados, uns mais acidentados do que os outros.

Por que você não dá uma desacelerada e aproveita a vista do agora? Ela não volta mais. Deixa a ansiedade pelo futuro um pouco de lado, sente os sons, cheiros, sabores, a temperatura e as texturas do que se passa à sua volta. Esteja de corpo, alma e espírito naquilo que você tem agora ao invés de passar andando sem dar atenção porque “o próximo será muito melhor”. Vive o agora, mais leve.

Summer rain smell

p (700)

Happiness came to me like fresh, sudden rain while I walked on the streets on a Summer stuffy day.
No umbrella to cover, not even a roof to hide.
Just me and the water, dripping through my arms with a promise.
The promise that I would never run dry.

It didn’t matter how the past months had gone.
Nor even how mean the whole world seemed to be.
At that moment, I felt the healing.
It started growing from inside of me.

That moment smelled like coffee.
Fresh grass, mud and ash.
Sounded like a big fire crackling.
And clicks that turned into photographs.

I saw there genuine, true happiness.
Something I hadn’t really seen for months.
At the moment all I could feel was pain.
Healing came pouring in me like rain.