Bilhete

Para quem interessar ler isso:

As coisas mudaram. Para melhor, para pior? Mudaram.

Fui parar aqui nesse.. lugar.

E nessa estrada, nesse processo, tenho que deixar pelo caminho algumas coisas que talvez não me pertençam mais. Ideias concretas, verdades aparentemente bem alicerçadas, características, manias, rotinas.

Não escolhi ao certo meu rumo, e se surgir uma bifurcação agora talvez eu não saiba qual caminho seguir.

Não escolhi nem essa estrada na qual encontro meus pés. Na verdade, sinto como se tivesse sido arrancada do meu lugar e jogada no meio do caminho. Talvez isso possa se chamado de sair da zona de conforto?

Eu sei, não escolhi quase nada ainda, mas escolhi continuar caminhando: aos tropeços, perdas de referência e muitos, muitos joelhos ralados.

Continuando. Vivendo. Caminhando.

Espero que isso não te soe como abandono. Eu vou, mas quem sabe logo eu já volto?

É minha hora de buscar, experimentar, sentir tudo aquilo que ainda não fui atrás por não saber que precisava. Tô me perdendo pra me achar. De novo.

Fui correr atrás de mim.

Mas já volto.

What to do near Eiffel Tower + pics

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Paris has been part of my childhood’s fantasies since I discovered the so french city. It was everywhere: from famous movies to the pictures I used to save on my computer (heh). Guess what? I had the chance to take pictures of my own this time with my family 😀

On the second day after our arrival we had to visit Eiffel Tower. It’s located on the 7th arrondissement and in order to visit the most famous site in Paris, we took the metro and walked a bit (just follow the crowd of tourists if you get lost). To be honest, it was way bigger than I had imagined.

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What to do there

  • Take some pictures with the tower itself, the garden and carousels nearby
  • Climb the Eiffel Tower and have a different view from the City of Lights.
  • Enjoy the big green area and have a picnic. Seriously, bring some food and drinks, look for somewhere to sit and enjoy the view. Food spots near famous touristic places are always expensive and can be of really poor quality sometimes (hello tourist trap!).
  • Choose an alternative path and start (or finish) your walk at Trocadero Station where you have a stunning view from the Tower.
  • See the light show at night. If you choose to go see it have in mind that it happens fom hour to hour and only starts once it gets dark. During Summer it means 11pm, for other seasons it may be 10 pm.
  • Walk through Champ Élyseés avenue and see famous and not-so-famous brands there. You’ll have to walk a little if you want to get there on foot, but that’s worth it.

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What to not do there

  • Accept “free gifts” from people on the streets, like string bracelets and this sort of thing. After accepting it or having it forcefully tied around your wrist, the person will ask you for a donation and probably get angry if you don’t.
  • Pay for a fake gold ring that was miraculously found under your feet by a stranger who asks you for a small payment claiming it’s a much smaller tax than the value of the ring itself.
  • Sign petitions. They will probably come to you smiling and ask for your signature, after this, they will ask for a donation probably saying your sign means you agreed to do it. Yes, this story again. Sometimes they may approach you asking if you speak English. Just say a non merci and walk away, giving attention only encourages them to go further.
  • Leave your things unattended, just don’t. There’re pickpockets everywhere, so pay attention to cameras, cellphones, wallets and passports.
  • If possible and unless you’re going to a specific café or restaurant, avoid eating in food spots near super famous touristic sites. They’re expensive and often of lower quality (hello picnics!).
  • Give food to the birds. Specially on the parks around the Eiffel Tower, there’re a lot more of them than you imagine. One thing leads to another, one bird leads to another.

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Give preference to light clothing and comfortable shoes during this time of the year because you’re going to walk a lot.

❤ see you soon

Vai ficar tudo bem, mesmo que você não consiga enxergar isso no momento

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Tem vezes que tudo parece uma merda, tudo mesmo: família, trabalho, finanças, saúde, estudos, relacionamentos… E tem vezes que é “só” uma (ou algumas) delas, mas não tem jeito, já é suficiente para estragar todo o resto. Estragar, te deixar bolado, te impedir de ver as coisas numa outra perspectiva, sei lá. Nessas horas dá para identificar o ponto específico em que você foi atingido e trabalhar na medida do possível para amenizar a situação nem que seja trabalhando com o que você tem aí dentro de você.

Mas e quando você não sabe a causa dessa tristeza?

É difícil lidar com demônios cujos nomes não sabemos.

O importante é saber que eles têm nome sim, e eles não precisam ser visíveis ou palpáveis para serem reais. Nunca deixe que te façam acreditar que seus problemas não são importantes o suficiente para receberem atenção. E olha: tem uma grande diferença entre isso e se fazer de vítima. Quem se vitimiza não tenta resolver o problema, fica sentado no meio do caminho abordando quem passa até achar alguém que cai. Quem se faz de vítima acaba levando os outros juntos, foca na atenção que vai receber dos outros ao invés de procurar uma solução para o problema em si, e ele pode ser simplesmente (e às vezes, dolorosamente) aprender a lidar.

É necessário pedir ajuda, se cercar de gente de confiança, essas vozes que te sussurram (muitas vezes na calada da noite) que é melhor ficar quieto para não incomodar ninguém não poderiam estar mais erradas. Às vezes elas também podem aparecer falando que vai passar se você deixar quieto, mas esse monstro só vai crescendo e ficando cada vez mais forte? Não. Dê. Ouvidos. A. Elas.

Permita-se o tempo necessário para curar, às vezes sentar um pouco, dar uns passos para trás, são partes necessárias de um processo que vai te levar muito mais longe. Tudo bem demonstrar fraqueza de vez em quando, tudo bem ser humano.

E como o título já diz, vai ficar tudo bem, mesmo que você não consiga enxergar isso no momento.

pray

maybe it’s me, maybe it’s you.
whose fault this time?

this is a bad world, darling, a very big bad world.
and everybody keeps saying you’re just trying to make things right
they say you’re solving everything
they say those things take time
how can you say everything is going to be alright?

they say: have patience
the same tongues that accuse me of not trying hard enough

the one to pull the trigger
the one who pushed me into the hole
that one was you, dear
that one was you

how can they say it’s unconditional love?

Vive

Eu achava que quando conseguisse certas coisas na vida, seria mais feliz. Não que eu não fosse, mas acontece que quando eu pensava numa “dream life”, as realizações pessoais sempre faziam parte do pacote. Não mesmo. Hoje eu vejo que esse estilo de vida tão almejado em que você faz o que te preenche, está mais ligado com a forma como encaramos a vida do que com as conquistas em si.

As vitórias na vida podem muito bem vir a moldar e dar forma ao nosso tão sonhado “futuro eu”: uma carreira bem sucedida e estável, com aquele emprego dos sonhos (que seja a sua definição de sucesso, não a dos outros), uma família feliz, cheio de saúde, com relacionamentos saudáveis e construtivos, viajado, cheio de amigos, com um network de dar inveja, fluente em oito línguas e ainda por cima com tempo para fazer aquele hobby que só você vê sentido (fala que pelo menos alguma dessas coisas já foi/é uma meta, por favor), mas não é tudo. A sensação de euforia, prazer (às vezes, alívio) e o gostinho da vitória passam e tudo o que resta é lembrança. E depois disso, como lidar com aquela sensação de ressaca de quando certos acontecimentos já não trazem a mesma alegria de antes?

“É hora de correr atrás de uma nova conquista, um novo sonho.” É isso mesmo?

Sonhos são importantes, evitam que fiquemos parados ou pior, andemos para trás. Mas eu venho me perguntando: se eu tivesse tudo o que idealizo, eu seria mais feliz?

Se você tivesse cada uma das coisas da sua lista de sonhos e desejos, você seria mais feliz?

A solução é ficar correndo sempre atrás de algo novo e nunca olhar para trás? Qual o problema de olhar para trás, eu passei a me perguntar. Ninguém deveria ficar dando passos para trás, se escondendo atrás do passado, mas quem nunca precisou dar uma visita no seu antigo eu para se (re)descobrir? A vida é dura sim, cruel às vezes. Cada passo dado é a certeza da existência de mil outros ainda a serem caminhados, uns mais acidentados do que os outros.

Por que você não dá uma desacelerada e aproveita a vista do agora? Ela não volta mais. Deixa a ansiedade pelo futuro um pouco de lado, sente os sons, cheiros, sabores, a temperatura e as texturas do que se passa à sua volta. Esteja de corpo, alma e espírito naquilo que você tem agora ao invés de passar andando sem dar atenção porque “o próximo será muito melhor”. Vive o agora, mais leve.

Summer rain smell

p (700)

Happiness came to me like fresh, sudden rain while I walked on the streets on a Summer stuffy day.
No umbrella to cover, not even a roof to hide.
Just me and the water, dripping through my arms with a promise.
The promise that I would never run dry.

It didn’t matter how the past months had gone.
Nor even how mean the whole world seemed to be.
At that moment, I felt the healing.
It started growing from inside of me.

That moment smelled like coffee.
Fresh grass, mud and ash.
Sounded like a big fire crackling.
And clicks that turned into photographs.

I saw there genuine, true happiness.
Something I hadn’t really seen for months.
At the moment all I could feel was pain.
Healing came pouring in me like rain.

My go-to cookie recipe

Everybody has a swear-by choco chip recipe, right? After some tries, I made my own changes in a highly-rated recipe I found on the internet and ended up with a chewy-but-crispy cookie that isn’t too sweet and fills my heart with warm happiness at every bite.
Here is the recipe:

CHOCO-CHIP COOKIES RECIPE

INGREDIENTS

  • 2 cups all-purpose flour
  • 1 teaspoon baking soda
  • 1/2 teaspoon salt
  • 3/4 unsalted butter
  • 1 cup packed brown sugar
  • 2 eggs
  • (optional) 1 tablespoon vanilla extract
  • semisweet chocolate chips to decorate
  • (optional) laminated almonds

DIRECTIONS

  1. Preheat the oven in mediun to high heat
  2. Take the baking sheets and grease it or line with parchment paper
  3. Sift the flour, baking soda and salt together in a medium bowl, set aside
  4. Cream together the butter and brown sugar until well blended, set aside
  5. Beat the eggs and the (optional) vanilla extract until light and creamy
  6. Blend the ingredients from steps 3, 4 and 5
  7. Make small balls (about 2 inches) on the prepared cookie sheets 4 inches apart each other
  8. Decorate with the chocolate chips and (optional) laminated almonds on top (the dough will spread)
  9. Bake for about 17 minutes in medium heat or until the edges get lightly toasted
  10. Cool for a few minutes on the baking sheets (they’ll be a bit too soft in the beginning) and then transfer to wire racks to cool completely

Enjoy!